sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Gosta de desafios?

Hoje vou falar de algo que eu li no primeiro romance do psiquiatra Algusto Cury (O Futuro da Humanidade) e que levarei para sempre comigo. E vou postar hoje pra vocês. Aliás, coisas boas devem ser compartilhadas. ;)

  • A interrogação
 Não tem coisa tão preciosa no convívio como a interrogação. A interrogação te leva a repensar num certo assunto, ou fazer alguém repensar. Este é um certo desafio que você joga para alguém, ou para você mesmo. E, como ninguém gosta de perder, é uma ótima forma de persuasão.
  •  Interrogue, convença!
Quando quiser fazer alguém repensar em suas atitudes ou conceitos, não há nada melhor do que questioná-lo. Mas há uma certa forma de se fazer isso. Não bombardeie a pessoa com perguntas, apenas elabore uma bem e deixe a pessoa pensar numa resposta. Depois que questionar não diga mais nada, olhe atentamente para a pessoa como quem espera algo. Se ela não conseguir responder no momento, o trabalho está feito! Ela ficará com a pulga atrás da orelha e, talvez apenas por um orgulho próprio de não sair como o ignorante, ela se interessará no assunto da questão e procurará saber sobre.
  •  Se questione, seja sábio.
Porém o mais esperto e sábio da história nem é aquele que questiona alguém nem o que espera ser questionado. O mais esperto é o que se questiona, elabora as questões para ele mesmo e persiste em respondê-las. O mais esperto olha em sua volta e quer saber como cada coisa foi feita, e procura responder.

  • O erro 
A forma errada de usar o questionamento é não procurar a resposta, ou achar que já achou. Procure em todos os lugares a resposta daquilo que te incomoda. Em TODOS lugares! Nunca é demais quando se quer muito algo. E, acredite, você pode responder, basta se empenhar.


É isso gente, espero que tenham gostado.
Fiquem com Deus.
Beijos, Gabrielle Portella.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Viagem à infância

Deixe de ser tão sério
Resgate a criança dentro de ti
Não precisa viver no pretérito
Basta correr e sorrir

Vem comigo nadar nessa onda
Da criatividade espontânea
Vamos juntos criar uma história
Das beleza mais medonhas

Verás que na vida
o sofrer é mera passagem,
o enredo é só poesia,
e é na alegria que concluímos a viagem.

O segredo é estar perto
De quem te ama, te quer o bem
Mesmo que ainda incerto
Retribua sempre com carinho e vem
viajar sem receio,
pois nada se constrói em meio ao medo
venha ser medonhamente feliz
comigo e mais muita gente
deixe eles pensarem que somos senis
não se importe com os falsos valentes.

Gabrielle Portella



P.S.: Dessa poesia eu não me lembro quando escrevi, mas estava aqui guardadinha. Ainda não está totalmente corrigida, mas eu achei ela bem feliz e decidi postar!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Último Sonho

Porque todo sonho começa só quando dormimos.
E este, onde está você, não foi diferente.
Ao deitar-me e suspirar o último suspiro
sua imagem foi a primeira que me apareceu.

Às vezes não quero levantar, não quero acordar,
quero sonhar pela eternidade, viajar nessa nuvem.
Se em lugar algum eu lhe encontrar,
quero dormir, sei que sempre no meu sonho vais estar.

Porque os sonhos são sempre imprevisíveis
e é por isso que eu os amo:
hoje estou com você num maravilhoso sonho,
amanhã é seu velório num terrível pesadelo.
Mesmo assim quero sonhar eternamente
sabendo ser irreal, quero tê-lo em minha mente.

Como sonhar eternamente sem dormir?
Não há como, então deitarei-me
e o meu sonho com você será sem fim.
Vou embarcar no mar infinito
das coisas ainda mais irreais
à alguns grandes estudiosos,
já pra mim este mar é real,
real por eu nele navegar
e irreal por ser tão lindo.

E nessa eterna contradição eu vou indo
serena, sem pensar ou planejar a próxima remada.
Afastada de tudo normal e das demais pessoas,
curiosa apenas com a especulada chegada.
Como é lá o lugar onde este sonho me leva?
O que tem acima, ou a baixo dessa embarcação?
Qual é a beleza do meu sonho sem fim?
Será que anjos e deuses sorrirão pra mim?

Gabrielle Portella

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Amar e Morrer

Morrer de amor
é morrer frustrado
com o ilusório
de ter sido amado.

Morrer por amor
é morrer exausto
lutando por alguém
que não lhe quer o bem.

Morrer com o amor
é morrer vencedor
é saber que a luta
deu vitória ao fim.

Morrer e amar
deveriam ser sinônimos
já que amar é matar
algumas áreas da vida
e é também gerar
novas metas na vida.

Quando ama-se morre e vive.
Uns apenas morrem,
outros apenas vivem
para morrer no final
frustrados e exaustos.

Gabrielle Portella 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Urros e Burros

Doida, invadiu-me discretamente
e no meu ser surtou sem pedir licença
me tornando louco instantaneamente
me trouxe arrepios e surtos a sua presença.

Gritam em uníssono a sua boca e o meu ser
ambos com a mesma desvairação,
fora de mim urro sem querer
à chamar as lobas da salvação.

Mas ainda quero estar perto de você,
sinto em mim volúpia quando de ti estou perto
sei que desta loucura não poderei me defazer,
então te ter é, ao meu ver, o mais certo.

Agarre-se em mim até tornarmo-nos um
e por toda a cidade me chamarão de burro,
mas serei feliz. E, como eu, nenhum
terá tão bela deuza do perfume mais puro.

Pode ser burrice minha amar uma louca
mas é burrice sua se juntar à mais um
que é como tu, total adoidado
mas sou louco só por ser seu amado.

Escrito por: Fernando Faramilio - Heterônimo

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Poesia : Escritos

A poesia 'Escritos' eu fiz com base num romance meu, e em como (pra mim) as palavras são importantes. Tive como inspiração duas músicas que me lembram demais o tal sujeito, estas músicas são a Love of my life do Queem e a Always on my mind do Elvis Presley. E também citei no poema uma parte do livro Dom Casmurro de Machado de Assis, a parte do muro, onde o personagem Bentinho escreve assim no muro " Bento e Capitolina".

Escritos
O vento está soprando você tão longe,
as poucas poeiras que ficaram irritam a minha respiração,
sinto o meu pulmão ficando fraco e incapaz,
olho para baixo e não enxergo mais meu chão.

O coração ainda bate ao ouvir aquela música
que tu me mandava em seus belos recados.
Sinto parte de você em cada nota, acorde,
tirá-lo da minha mente seria morte, pecado.

Você está sempre em minha mente,
você é o amor da minha vida
e, por mais que triste eu tente
deixá-lo apenas no passado,
estas músicas estão no meu presente.

Vivo para esquecê-lo,
rezo para ama-lo,
sem você não faz sentido
minha história do passado.

O livro ainda não foi escrito
mas a promessa se cumprirá
e no final nós dois saberemos
se fomos principais ou coadjuvantes,
se fomos um capítulo ou todas palavras,
se fomos escritores ou meros leitores.

E entre um livro e uma letra de música
em palavras construímos nosso futuro,
choramos e rimos do passado
e dos tais escritos no muro.
Como um casal machadiano
tivemos o sentimento mais puro
mas o tempo passa em segundos
e quando paramos pra ver
as coisas mudaram
pois é assim que tem que ser.

Você sendo hipócrita ou não
sempre lhe desejarei o bem,
é um erro tentar decifrar seu coração
mas suas palavras construíram
aquilo que eu já não vivo sem.

Deus te abençõe, Gabrielle Portella 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Poesia para a Nana

Bom, fiz uma poesia para uma amiga minha, a Giovanna Garavello. Ela esta passando por uns problemas e me contou o que aconteceu num dia. Com base nesse relato eu fiz esse soneto:

Para a Nana
No calar da noite no meu canto eu clamo
ao santo Cristo que venha me salvar
das horripilantes vozes que trazem-me o sofrer,
o choro pinga, mas a vontade é de gritar.

Nada mais me inspira ou me da vontade de sorrir
a fé está em um milagre para vir me socorrer
sinto que agora é a minha hora de partir
mas algo me impede e me traz o gosto de viver.

O sorriso invade como um vento impetuoso
estou tão forte a ponto de enfrentar um tufão
na minha cama lembro daquele canto jubiloso,
um passado que ainda alegra-me o coração.

Sei que sou forte e filha do Rei
as vozes que arrepiavam já não existem
de tanta gratidão à quem me salvou viverei
contudo sei que dele não vivo sem.